O que realmente importa?

Sobre o blog

Sobre o blog

Em tempos de overload de informação (information anxiety), como seleccionar o que merece a nossa atenção, e como compreender essas temáticas para além da superfície? Como abrir os olhos para o que é supérfluo e o que realmente importa?

O objectivo deste blog é recolher referências diversas (momentos históricos, obras artísticas, pensamentos) e estabelecer relações entre elas, numa tentativa de fazer uma interpretação mais sólida do mundo. A partir dessas relações pretendo formular perguntas e acender debates sobre o nosso modo de viver e sobre a sociedade e o mundo. O foco incidirá especialmente no contexto português, porque faz falta começar pelo que nos está mais próximo (pensar globalmente, agir localmente).

Este é, acima de tudo, um instrumento que criei para tentar compreender o mundo. Essa é uma demanda individual, que cada uma de nós tem que fazer. Mesmo assim, decidi fazê-lo em espaço público para que possa ser um caminho acompanhado. Tudo o que me puderem sugerir para acrescentar a esta colecção será bem-vindo.

Praticamente todas as publicações se encaixam em pelo menos um de três temas orientadores:

  1. a constatação de um problema: uma denúncia do espectáculo dos média e da tecnologia como meios de manipulação de massas. Até que ponto somos livres, ou acreditamos que somos?

  2. um breve catálogo elogioso de momentos de participação cívica; a urgência de assumir a responsabilidade de todas nós pela mudança que queremos, e não apenas da classe política;

  3. uma sensibilização para o poder enorme e subestimado da arte e do design nessa mudança de mentalidades, na educação e na superação de crises. A arte não só materializa a utopia que é o nosso motor, mas também é uma arma, e ao mesmo tempo ensina a respeitar e aceitar a nós próprios e às outras.

A prioridade é questionar, mais do que responder, porque o primeiro passo na educação de mentalidades e revolução de valores que faz falta é despertarmos o espírito crítico nas pessoas que nos rodeiam. A mais poderosa arma para essa revolução é um pensamento o mais depurado possível de preconceitos, dogmas e restrições. Importa repensar as nossas rotinas mais básicas e as verdades que tomamos como garantidas.

É relevante referir que este blog usa o Acordo Queerográfico.

Tomás Anjos Barão


«O verdadeiro diabo: não tem cauda, nem chifres. Não é vermelho, nem anda com um tridente. No entanto, fere como ninguém. […] O verdadeiro diabo chama-se “ignorância” e as pessoas adoram-no, principalmente, os fundamentalistas de qualquer área, seja religiosa, política ou técnica, que simplesmente são os seus maiores divulgadores. Esse é o diabo que precisa de ser exorcizado da humanidade: a ignorância, em qualquer uma das suas manifestações.»

(de uma amiga minha que preferiu ficar anónima)

Tomás Barão