O que realmente importa?

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Antes de mais: perceber quem somos

Quem é a geração jovem de hoje? Não sabemos o que nos caracteriza, se a acção, se a inércia, não fazemos ideia do futuro que nos espera. Ansiamos a revolução, uma forma de vida drasticamente diferente, mas ao mesmo tempo habituamo-nos a esta nova forma de [não] ser. Não sabemos o que nos caracteriza ao certo, ainda cheiramos a paradoxo. Ainda estamos a tentar perceber como funciona. Ainda é tudo tão recente…!

Já nós não somos miúdos e ainda não somos exemplo. Não vivemos sem telemóvel e o que não percebemos é que não vivemos com telemóvel. As redes sociais a que estamos expostos são cor-de-rosa. Partilhamos segundos felizes para esconder vidas que passamos tristes. Todos querem rir e ninguém quer pensar. Somos a geração mais facilitada e mais preguiçosa. Estamos rotinados e acríticos. Se assim continuarmos, cessem as preocupações dos robôs que substituem os humanos e comecem as dos humanos que substituem os robôs.
— Tomaz Castelão em Permitam que me apresente

Tomás Barão